terça-feira, 13 de outubro de 2009

A INTERNET E O DIREITO À PRIVACIDADE



Ivan Lira de Carvalho

Professor Assistente do Curso de Direito (CCSA/UFRN)
Mestre em Direito
Desconheço avanço do engenho humano que não desborde para alguma externalidade negativa. Ainda que originalmente pensados para fazer o bem aos semelhantes, os inventos e as descobertas do homem findam por permitir um paralelo de mau uso daquilo que foi concebido apenas para ajudar e nunca para destruir ou conspurcar. O avião foi sonhado e colocado em prática pelo brasileiro Santos Dumont apenas para encurtar distâncias entre as pessoas, mas antes mesmo da morte do seu inventor já servia como instrumento bélico, coadjuvando as desgraças da Primeira Guerra Mundial. O carro, objeto essencial para a locomoção pacífica de pessoas e bens, transmuda-se em arma quando colocado ao alcance de irresponsáveis que brincam com a vida e a integridade corporal das pessoas, como se estivessem num simples game.
A Internet, a mais popular e democrática rede de computadores que liga instantaneamente os habitantes do nosso planeta independentemente da localização física deles, apesar da missão original de servir à "guerra fria", findou sendo inserida nas relações sociais atuais como um instrumento "do bem". Pesquisas, negócios, amores, lazer e uma infinidade de utilidades são propiciadas pela Internet. Entretanto, carrega também a Grande Rede a sua porção indesejável. E nesta podemos listar as agressões desferidas contra um dos mais caros atributos da cidadania: a privacidade.
Com efeito, a privacidade tem elevada proteção na maioria dos Países que estão organizados sob o manto do Estado Democrático de Direito. Assim também ocorre no Brasil, onde configura direito fundamental das pessoas e está expressamente tutelada na Constituição Federal, artigo 5º, incisos X, XI e XII. Mas mesmo diante da magnitude da garantia, esse postulado da cidadania é desrespeitado freqüentemente pelos usuários da Internet. E muitas são as condutas reprováveis nessa área. Vejamos aqui, a título de exemplo, algumas delas.
O correio eletrônico (e-mail) já atingiu nível de popularidade tão elevado que disputa preferência com meios mais tradicionais de correspondência, a exemplo do cartão postal, do telegrama e do fax. Pela própria tecnologia que viabiliza o seu trâmite na Internet, é fácil a violação do seu conteúdo, assemelhando-se a uma carta não lacrada. Mas essa vulnerabilidade não o descobre da garantia constitucional do sigilo, sendo tão pífia a afirmativa de que uma vez estando o mail na rede torna-se de acesso público, quanto pífia também seria a justificativa de que um telegrama, por não ter lacre, poderia ter o seu conteúdo divulgado a terceiros sem a anuência do destinatário.
Outro aspecto da Internet que inquieta a todos aqueles que zelam pelo bom uso dessa genial ferramenta de aproximação dos povos, diz respeito à invasão dos microcomputadores pelos cookies, forma carinhosa (mas nem por isso menos preocupante) de tratamento dado a esses "biscoitinhos digitais", que fazem a via inversa das conexões, entrando na intimidade do usuário sem pedir permissão e de forma imperceptível. São pequenos programas, "plantados" a partir de certas páginas web no computador do visitante destas, armazenando na máquina do usuário as informações colhidas quando ele passou por um determinado site. Aparentemente têm somente a finalidade de facilitar o retorno do usuário a determinados sites, posto que completa o URL sempre que o usuário começa a digitá-lo. Entretanto, são desvirtuados, passando a funcionar como autênticos espiões, gerando informações acerca das preferências do visitante, sempre que ele passa por uma determinada página virtual. Essa característica de ‘espião’ dos cookies, implica em violação ao direito à privacidade, ensejando providências judiciais inibitórias (restrição ou impedimento ao uso desses softwares) ou indenizatórias (quem sabe até por dano moral, decorrente da violação da intimidade do usuário).
Aqui estão apenas algumas amostras dos desafios decorrentes do mau uso da Internet, apresentados a todos que zelam pelos atributos da cidadania.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Os dez mandamentos da lei da redação


Oferecemos algumas dicas para que o vestibulando faça um bom texto na prova de redação. Pode-se dizer ser os "os dez mandamentos da redação".

1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto na construção das sentenças. Escreva com simplicidade.

2) Corte palavras sempre que possível. Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões.

3) Seja cauteloso ao utilizar as conjunções "como", "entretanto", "no entanto" e "porém". Quase sempre são dispensáveis. Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.

4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...

5) Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas. Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa. Tenha coerência textual.

6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: "subir os degraus da glória", "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", "silêncio mortal", "calorosos aplausos", "mais alta estima".

7) Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem alguns anos que não leio um livro". O certo é "Faz alguns anos que não leio um livro".

8) Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". O certo é "Há cinco anos..."

9) Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas corretamente. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula com bons modos. As regras sobre o assunto são insuficientes. Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.

10) Nas citações, use aspas , coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: "O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.", disse Samuel Johnson.

Critérios de correção da prova discursiva

A dissertação será avaliada pelos seguintes critérios:

A. Quanto aos aspectos macroestruturais
1. Apresentação (10 pontos)
a) Legibilidade, margens e parágrafos (de 0 a 10
pontos)

2. Estrutura textual (30 pontos)

a) Adequação da introdução (de 0 a 10 pontos)
b) Desenvolvimento (de 0 a 10 pontos)
c) Conclusão pertinente (de 0 a10 pontos)

3. Abordagem do tema (60 pontos)

a) pertinência de argumentação em relação ao
tema (de 0 a 20 pontos)
b) relação lógica entre os argumentos (de 0 a 20
pontos)
c) objetividade, ordenação e clareza dos argumentos
(de 0 a 20 pontos)

Obs.: A completa fuga ao tema e/ou inadequação à
tipologia textual solicitada implicarão atribuição de
grau zero.

B. Quanto aos aspectos microestruturais
4. Tipos de erros
Nesse critério serão avaliados os seguintes itens:
a) acentuação, grafia e crase;
b) impropriedade vocabular;
c) repetição ou omissão de palavras;
d) estrutura do período;
e) pontuação;
f) uso de conectores;
g) concordância verbal ou nominal;
h) regência verbal ou nominal;
i) outros.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MEC estuda aplicar Enem no último fim de semana de novembro ou no primeiro de dezembro

O MEC (Ministério da Educação) estuda aplicar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 no último fim de semana de novembro ou no primeiro de dezembro. A data oficial, contudo, deverá ser informada somente nesta quarta-feira (7).


Federais poderão alterar o calendário para usar o Enem no vestibular

A prova, que seria realizada em 3 e 4 de outubro, foi adiada por vazamento de seu conteúdo. Mais de 4 milhões de estudantes aguardam a divulgação dos novos dias de exame.

Mais em: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/05/ult1811u419.jhtm

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A principal função desse blog é auxiliar a compreenção dos assuntos de redação aos vestibulandos!Pedimos a colaboração de todos. Bons estudos!